Homenagem de colegas da ABPA ao gigante Carlos Roberto de Souza, que nos deixou em junho de 2026
É com grande pesar que anunciamos o falecimento do preservador audiovisual e pesquisador Carlos Roberto de Souza. É difícil mensurar o impacto de sua partida pois, além de ter dedicado décadas de trabalho à Cinemateca Brasileira e ao seu acervo, Carlos Roberto formou e acompanhou de perto gerações de preservadores audiovisuais brasileiros.
Um dos fundadores da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), presidiu a entidade entre 2016 e 2020. O trabalho realizado por ele junto ao Sistema Brasileiro de Informações Audiovisuais (SiBIA) – um programa com o objetivo de mapear acervos e promover intercâmbio entre profissionais de todo o país – foi seminal na organização política e técnica da área de preservação audiovisual no Brasil.
No campo da pesquisa, defendeu a dissertação de mestrado em Artes pela USP, intitulada “Cinema em Campinas nos anos 20 ou uma Hollywood brasileira”, trabalho que trouxe novos elementos para o conhecimento da história do cinema brasileiro. Editado em forma de livro, a obra foi finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2024. Também foi autor da tese “A Cinemateca Brasileira e a preservação de filmes no Brasil”, um marco sobre a pesquisa no campo e a consolidação de um pensamento sobre as especificidades do nosso país.
Foi o criador da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, realizada na Cinemateca Brasileira, um projeto ao qual nutria um grande amor e dedicação. Como curador, trouxe para o Brasil restaurações de diversos arquivos e cinematecas internacionais, promoveu debates e lindas sessões musicadas ao vivo, juntando o melhor do cinema silencioso e da música brasileira.
Com a sua energia incansável, nos últimos anos colaborou como professor colaborador do Programa de Pós-graduação em Imagem e Som da UFScar e participou de diversas bancas de mestrado e doutorado dedicadas ao cinema brasileiro.
Em um país com poucos centros de formação voltados para a preservação audiovisual, profissionais como Carlos Roberto de Souza deixam uma marca indelével na disseminação do conhecimento e, principalmente, na dedicação e amor ao cinema brasileiro.
Acervo Cinemateca Brasileira
Notícias em homenagem
@cinemateca.brasileira • A Cinemateca Brasileira lamenta profundamente o falecimento de Carlos Roberto de Souza, referência para a história da preservação audiovisual no país e nome fundamental para a nossa instituição. Historiador, pesquisador, professor e preservador, Carlos Roberto construiu uma trajetória longa na Cinemateca Brasileira, pautada por um compromisso firme e pela paixão pela memória do audiovisual nacional.
Carlos Roberto trabalhou na Cinemateca Brasileira por 40 anos, entre 1975 e 2015, atuando em diversas funções: chefe de departamento, coordenador de área e curador do acervo. Em 1998, integrou a diretoria da instituição, exercendo o cargo de diretor-adjunto até 2003.
A Cinemateca também o acompanhou em sua trajetória acadêmica, tendo se tornado doutor pela USP em 2009 com a tese “A Cinemateca Brasileira e a Preservação de Filmes no Brasil”, trabalho fundamental que resgata a história da Cinemateca Brasileira desde a sua origem como Clube de Cinema de São Paulo até o ano de 2006, quando sedia o congresso da FIAF, comentando as conquistas e os percalços enfrentados pela entidade na missão de preservar o patrimônio audiovisual brasileiro.
Como pesquisador e historiador do audiovisual, contribuiu com a autoria de livros importantes, como NOSSA AVENTURA NA TELA (1998) e UMA HOLLYWOOD BRASILEIRA – O CINEMA EM CAMPINAS NA DÉCADA DE 1920, que foi finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2024. Editou a coletânea de DVDs RESGATE DO CINEMA SILENCIOSO BRASILEIRO (2008) e foi o idealizador e curador das cinco primeiras edições da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, organizadas pela Cinemateca Brasileira.
Carlos Roberto presidiu a Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA) entre 2016 e 2020. Foi professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo entre 1980 e 1988 e atuava como professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desde 2010.
A Cinemateca Brasileira expressa sinceras condolências aos familiares, amigos, colegas e alunos de Carlos Roberto de Souza.
Imagens: Arquivo Cinemateca Brasileira.
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@rebeca.socine • Nossa homenagem a Carlos Roberto de Souza [1950-2026] 🎬 Ontem nos despedimos do historiador, pesquisador, professor e preservador, Carlos Roberto de Souza. Referência única para a história da preservação audiovisual no Brasil, Carlos Roberto foi autor da tese “A Cinemateca Brasileira e a Preservação de Filmes no Brasil” (USP, 2009), pesquisa que trata da história da Cinemateca Brasileira, instituição onde trabalhou por 40 anos (1975-2015) e contribui com diversos projetos, incluindo a “Jornada Brasileira de Cinema Silencioso”, do qual foi idealizdor. Além de associado da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), Carlos presidiu a Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), entre 2016 e 2020. Como professor, atuou na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1980-1988) e colaborava com o Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desde 2010. Em uma singela homenagem, a REBECA separou um artigo escrito pelo próprio Carlos Roberto para nossa revista: [TEMÁTICAS LIVRES] “A propósito do cinema Triângulo – um saco de pancadas exemplar” Artigo escrito por Carlos Roberto de Souza📝 (Rebeca 6, ano 3, v. 2, jun-dez. 2016) Disponível em: https://rebeca.socine.org.br/1/article/view/129/48 Imagem: Carlos Roberto de Souza Foto: Cinemateca Brasileira (arquivo) Rebeca Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (São Paulo, online) ISSN: 2316-9230 Qualis A3 Contém recursos de acessibilidade #PraCegoVer #ParaQueVejam #carlosroberto #preservaçaoaudiovisual #RIP@universoproducao • Hoje nos despedimos de Carlos Roberto de Souza, pesquisador, historiador e um dos nomes fundamentais da preservação audiovisual brasileira. Ao longo de cerca de 40 anos de atuação na Cinemateca Brasileira, além de seu trabalho na ABPA e na formação de novas gerações de pesquisadoras e pesquisadores, Carlos Alberto se dedicou ao cuidado com a memória do cinema brasileiro. Seu trabalho ajudou a preservar histórias, filmes, documentos e conhecimentos que seguem essenciais para compreender quem somos e o país que construímos por meio de nossas imagens. A Universo Produção presta homenagem à sua trajetória e agradece pela contribuição generosa e duradoura ao campo da preservação audiovisual. Nosso abraço à família, aos amigos e aos colegas. Foto: Victor Schwaner/Universo Produção.